Transcrição Aula 23/05
transcrição ensaio 23/05/2017
Eu na guitarra
Hoje há material para desenvolvimento de material musical para cenas.
Eles ensaiam, e eu fico explorando mais livremente.
Depois juntam a música e os atores.
Ou seja, dentro da mesma sala, os dois grupos de intérpretes ficam construindo suas cenas e na mesma sala o compositor-música se propõe a construir seus sons, que estão tanto ligados ao que acontece na sala quanto seguem sua própria lógica.
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{Hugo começa reclamando sobre a tarefa de cada um escrever 4 ou 5 linhas sobre o processo para a Revista Dramaturgias, que não foi feita}
3:33. Bom, dividimos em dois grupos de 9. Vocês têm 15 minutos para pensar um trabalho sobre violência e repressão. Metade de palco de uns, metade do palco para os outros. Não quero nem pensar, nem dirigir, nem nada. Pensem vocês, organizem vocêm e 15 minutos pra isso.
Construção do tema I, relacionado a violência.
Interessante ver as variações no tema.
Há ainda levantamento de outras possibilidades.
Na transcrição é interessante notar e elencar esses materiais como estoques de temas, e temas em desenvolvimento.
Variação do tema I:
Uma melodia ascendente nos médio-graves e a base rítmica harmônica em resposta.
Na verdade a base harmônica é o que conduz, à qual se contrapõe a melodia, que é um riff de baixo, soando oitava acima.
Interessante ver as variações na base rítmico-harmônica
{Depois dos 15 minutos, Hugo comenta o que viu, enfatizando a questão de muitas vezes os intérpretes tentarem trazer para cena uma violência real}
... que não seja real, senão não tenho com quem trabalhar no outro dia. É uma das coisas que temos que trabalhar. Por isso eu falo, não se esqueçam das coisas que temos trabalhado. E eu vi outra vez voltar a interpretação. Esse é o erro da interpretação, dessa maneira, esquecendo tudo que você aprende para poder realizar algo, todo trabalho muscular que você tem para passar uma violência sem a necessidade que isso seja um golpe decisivo e acabe com o outro. Essa é uma coisa básica.
Vocês querem mais tempo? Eu parei para que entendam isso, porque senão parece uma brincadeira infantil. Trata-se de ter um comprometimento com o que estou fazendo. Havia aqui coisas bem interessantes, mas de repente muda para algo grosseiro.
2:33 Outra coisa: Muita face{cara}. Muito mais cara que músculo. Não, Não: limpa isso. Que eu possa distinguir corporalmente que está de um lado, e que está de outro. Não seja vulgares, saiam dessa vulgaridade. Entendam o que é mostrar de uma maneira diferente. É pra isso que estamos trabalhando tanto.
O que significa deter o outro em vez de só agarrar o outro. O que significar se impor ao outro em vez de machucar o outro.
{gostei de um tema no final do vídeo}
Falta de equilíbrio quando está realizando algo. Sempre fica sujo. Eu vou pegar o cara e, em ver de pegar com segurança, faço assim, com movimento sem base. O tempo inteiro isso é sujo. E não apertem, não machuquem , não deixem todo mundo como uma girafa.
{Cena grupo 1. Primeira demonstração}
{Tema em E. Mais cordal
{Cena grupo 2. Primeira demonstração
Tema 2}
Cena grupo 2. segunda demonstração.
Variação tema em E. Uso de nota pedal.
Apresentação do grupo I [00-4:38}
Música: Em partes, materiais diferentes.
a-Entrada: uma mais agitada,
b- a partir de 1:35 mais calma.
c-todos levantam a partir de um grito, , a partir de 2:48, até o clímax.
d- a partir de 3:44, transição, retoma motivo de a-, mas mais lento. Termina com um acorde. vai até 4:38.
Hugo:
00:20 Todo o espaço é de vocês. Então não tenho porque me concentrar em um ponto
Hugo comenta
4:52: Coisas feias, por exemplo: Por que me levanto e fico em posição para falar?
Estou deixando vocês livres para que mostrem o que aprenderem e não pra repetir o que já sabiam.
Em de ter um trabalho que tem uma força, um desenho.
{ Hugo critica usar uma frase isolada por um intérprete. NO lugar disso propõe pegar as palavras e multiplicar entre os integrantes do grupo, fazendo um coro}
Quando vão pegar alguém, fazendo isso de uma maneira absolutamente simples, sem nada teatral.
E fico assim para dizer o discurso, e já tenho a cara de mau de antes. Não quero essa solução rápida e fácil.
Antes de passar para o outro trabalho, quero que façam mais uma vez isso, corrigindo o que falei. Não quero caminhando como um neném, mas que quando me levanto vou pegando minhas posições até chegar no lugar e acabou. Não tenho que acomodar-me.
Suja o trabalho. E não tenho equilíbrio, não mostro pernas, não mostro braços fortes, nada. É nada mais que o intelecto e a repressão. E a brutalidade. Em vez do desenho da brutalidade. É só a brutalidade. Se preocupem com isso. Uma vez mais.
Reapresentação da cena do grupo I {9:20-
a- Tema 1. Intérpretes andam no espaço.
b-
9:52 Hugo interrompe para comentar
Por que uns congelaram no movimento de andar e outros pararam firmes, como se não estivessem andando?
Pois se congelam tem de parar no passo e não na posição firme em que estão.
a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço. 10:29
Congela {11:10
Por exemplo: você vem aqui e faz isso. E sai. Não posso fazer isso {usar os braços} Isso pra mim é um desenho. Entendem? não têm braços. É impressionante.
a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço 11:52
12:15. Congela . Não foi uma boa ideia ficar juntos. Ninguém de obriga a parar do lado dele. Se ele parou, você poderia ter prosseguido buscando o teu espaço.
a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço 12:41
12:50. Outra vez você para do lado dele. Uma vez mais. Acabo de falar.
Congela: 13:25
Por que juntar as pernas? Uma vez mais
a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço 13:32
Para. 14:10
A primeira coisa que vocês têm de entender é que quando para, flexiona o joelho. Isso te possibilita ficar com uma perna na frente e outra atrás. Por que se colocar rígido? É nada mais que parar. Ok? Caminha.
a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço 14:29
Ok, parem: 14:36
Primeiro, segundo estou entendendo, houve marca, e vocês marcaram, vocês vão andando, normal, daí a maioria dos homens começa a diminuir a velocidade e num momento dado param. Abre sua cabeça, Não sofra. Você sofre pra fazer. Caminho, diminuo a velocidade e paro. Não vou parar mais.
a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço 15:32 - 21:52
Tema vai para os agudos em 15:49
mudança em 16:45, transição para algo mais lento. Intérpretes no chão.
Tema 2. 17:01.
Tema 3. 17:51 uso de vibrato.
Em 18:33, grito para intérpretes saíram do chão. Variação do tema 1.
em 20:32 outro tema, para a fala e agitação do grupo.
em 21:21, volta o tema 1, para acabar a cena. cena acaba em 21:52.
Grupo 2. 0:53- 5:55
Tema 1 . cordal. 0:53 -2:04. Câmera lenta
Tema 2. 2:05 Acordes com mais dissonância, usando as cordas soltas. Mais grave.
Tema 2 4:16, a partir de uma chamada nos graves, vai acelerar nos graves e depois nos agudos em acorde rítmico repetido
6:04 Eu achei um massacre total: sem desenho, um corpo em cima do outro, não dá pra perceber nada, quem é violento, quem é reprimido, só se vê uma mistura, uma massa. No começo foi melhor, bem melhor. Pois desenvolveu pra um em cima do outro. sem desenho, é brutal, não tem cuidado com a câmera lenta. Não há trabalho corporal, é só um trabalho intelectual. O corpo não responde. É só uma ação violenta, sem definição. Vamos aproveitar que esse grupo está ai, dividir em casais, dois a dois. Eu não disse homem mulher, casais. Dois em dois. Duplas. Usem todo o espaço. Não me parece inteligente ficar perto da janela ou da barra de ferro. E não entendo porque está meio vazio {o espaço}. Ok. Não vou definir. Um olha no olho do outro e decide: um é forte, e o outro é passivo. Um é violento e o outro não. Em câmera lenta.
Ok parou. Isso não é câmera lenta. Vocês não vão atrás de uma emoção interna, vocês vão imediatamente a um desenho. O desenho é provocado por minha emoção interna e não por um desenho que faço de fora. Isso me leva a um lugar comum. Trabalhem internamente , não de fora para dentro.
Exercício com o grupo 2. 8:35- 13:14
Mesmo exercício com o grupo 1. 15:22- 20:52.
Início mais lento. Passa para uma abordagem mais rítmica.
{ Hugo vai falando}
Não pode ter falta de equilíbrio.
Cuidado com o tempo
Não permita que a emoção troque a minha qualidade.
Lento. Segura o equilíbrio.
Trabalhar com todo o corpo. As pernas estão imóveis.
Lento!
Congela
Hugo comenta sobre focar a ação, lentamente, em uma ação quanto a uma parte do corpo da outra pessoa.
Quando você está fazendo o que o corpo te permite fazer, sempre dá certo.
Levanta todo mundo. Uma dança alegre pra todo mundo dançar.
24:13. Riff .
Separe as pernas.
O chão está quente
Todo mundo pulando
Pulando e dançando
Braços
Use o espaço
Congela
Respira
Não se movimente. Só respire.
Os problemas são os joelhos de muitas pessoas que não estão dobrados, isso machuca. Tensos não. Dobrem os joelhos.
Ok obrigado.
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