Transcrição Aula 23/05

transcrição ensaio 23/05/2017

 

 

 

 

Eu na guitarra

Hoje há material para desenvolvimento de material musical para cenas.

Eles ensaiam, e eu fico explorando mais livremente.

Depois juntam a música e os atores. 

Ou seja, dentro da mesma sala, os dois grupos de intérpretes  ficam construindo suas cenas e na mesma sala o compositor-música se propõe a construir seus sons, que estão tanto ligados ao que acontece na sala quanto seguem sua própria lógica.

 

 

 

 

Links


https://youtu.be/k3t592T6GyA

{Hugo começa reclamando sobre a tarefa de cada um escrever 4 ou 5 linhas sobre o processo para a Revista Dramaturgias, que não foi feita} 

3:33. Bom, dividimos em dois grupos de 9. Vocês têm 15 minutos para pensar um trabalho sobre violência e repressão. Metade de palco de uns, metade do palco para os outros.  Não quero nem pensar, nem dirigir, nem nada. Pensem vocês, organizem vocêm e 15 minutos pra isso.

 


https://youtu.be/EFNTz9uKsXQ

 

Construção do tema I, relacionado a violência. 

Interessante ver as variações no tema.

Há ainda levantamento de outras possibilidades.

Na transcrição é interessante notar e elencar esses materiais como estoques de temas, e temas em desenvolvimento.

 


https://youtu.be/PHz0LoXvIWU

 

Variação do tema I:

Uma melodia ascendente nos médio-graves e a base rítmica harmônica em resposta.

Na verdade a base harmônica é o que conduz, à qual se contrapõe a melodia, que é um riff de baixo, soando oitava acima.

Interessante ver as variações na base rítmico-harmônica

 

 

 

 

 


https://youtu.be/mt-9gQS5-X0

{Depois dos 15 minutos, Hugo comenta o que viu, enfatizando a questão de muitas vezes os intérpretes tentarem trazer para cena uma violência real}

 

... que não seja real, senão não tenho com quem trabalhar no outro dia. É uma das coisas que temos que trabalhar. Por isso eu falo, não se esqueçam das coisas que temos trabalhado. E eu vi outra vez voltar a interpretação. Esse é o erro da interpretação, dessa maneira, esquecendo tudo que você aprende para poder realizar algo, todo trabalho muscular que você tem para passar uma violência sem a necessidade que isso seja um golpe decisivo e acabe com o outro. Essa é uma coisa básica.

Vocês querem mais tempo? Eu parei para que entendam isso, porque senão parece uma brincadeira infantil. Trata-se de ter um comprometimento com o que estou fazendo. Havia aqui coisas bem interessantes, mas de repente muda para algo grosseiro.

2:33 Outra coisa: Muita face{cara}. Muito mais cara que músculo. Não, Não: limpa isso. Que eu possa distinguir corporalmente que está de um lado, e que está de outro. Não seja vulgares, saiam dessa vulgaridade. Entendam o que é mostrar de uma maneira diferente. É pra isso que estamos trabalhando tanto.

 

 

 

 


https://youtu.be/1UiKMCq7Nl8

 

O que significa deter o outro em vez de só agarrar o outro. O que significar se impor ao outro em vez de machucar o outro.

{gostei de um tema no final do vídeo}

 


https://youtu.be/DrIPMlpzNwI

 

Falta de equilíbrio quando está realizando algo. Sempre fica sujo. Eu vou pegar o cara e,  em ver de pegar com segurança, faço assim, com movimento sem base. O tempo inteiro isso é sujo. E não apertem, não machuquem , não deixem todo mundo como uma girafa.


https://youtu.be/cNIUWoYbEpI

 

{Cena grupo 1. Primeira demonstração}

{Tema em E.  Mais cordal


https://youtu.be/FI-K70NAX2A

 

{Cena  grupo 2. Primeira demonstração

Tema 2}


https://youtu.be/-imrUAqTE4o

 

Cena grupo 2. segunda demonstração.

Variação tema em E. Uso de nota pedal.


https://youtu.be/wkKKjUagBgI

 

Apresentação do grupo I [00-4:38}

 

 

 Música: Em partes, materiais diferentes.

a-Entrada: uma mais agitada,

b- a partir de 1:35 mais calma.

c-todos levantam a partir de um grito, , a partir de 2:48, até o clímax.

d- a partir de 3:44, transição, retoma motivo de a-, mas mais lento. Termina com um acorde.  vai até 4:38.

 

 

 

 

 

Hugo:

00:20 Todo o espaço é de vocês. Então não tenho porque me concentrar em um ponto

 

 

Hugo comenta

4:52: Coisas feias, por exemplo: Por que me levanto e fico em posição para falar?

Estou deixando vocês livres para que mostrem o que aprenderem e não pra repetir o que já sabiam.

Em de ter um trabalho que tem uma força, um desenho.

{ Hugo critica usar uma frase isolada por um intérprete. NO lugar disso propõe pegar as palavras e multiplicar entre os integrantes do grupo, fazendo um coro}

Quando vão pegar alguém, fazendo isso de uma maneira absolutamente simples, sem nada teatral.

E fico assim para dizer o discurso, e já tenho a cara de mau de antes. Não quero essa solução rápida e fácil.

Antes de passar para o outro trabalho, quero que façam mais uma vez isso, corrigindo o que falei. Não quero caminhando como um neném, mas que quando me levanto vou pegando minhas posições até chegar no lugar e acabou. Não tenho que acomodar-me.

Suja o trabalho. E não tenho equilíbrio, não mostro pernas, não mostro braços fortes, nada. É nada mais que o intelecto e a repressão. E a brutalidade. Em vez do desenho da brutalidade. É só a brutalidade. Se preocupem com isso. Uma vez mais.

 


Reapresentação da cena do grupo I {9:20-

 

a- Tema 1. Intérpretes andam no espaço.

b-

 

9:52 Hugo interrompe para comentar

 

Por que uns congelaram no movimento de andar e outros pararam firmes, como se não estivessem andando?

Pois se congelam tem de parar no passo e não na posição firme em que estão.

 

a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço. 10:29

 

Congela {11:10

Por exemplo: você vem aqui e faz isso. E sai. Não posso fazer isso {usar os braços} Isso pra mim é um desenho. Entendem? não têm braços. É impressionante.

 

a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço 11:52

12:15. Congela . Não foi uma boa ideia ficar juntos. Ninguém de obriga a parar do lado dele. Se ele parou, você poderia ter prosseguido buscando o teu espaço.

 

a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço 12:41

 

12:50. Outra vez você para do lado dele. Uma vez mais. Acabo de falar.

 

Congela: 13:25

Por que juntar as pernas? Uma vez mais

 

a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço 13:32

Para. 14:10

A primeira coisa que vocês têm de entender é que quando para, flexiona o joelho. Isso te possibilita ficar com uma perna na frente e outra atrás.  Por que se colocar rígido? É nada mais que parar. Ok? Caminha.

 

a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço 14:29

Ok, parem: 14:36

Primeiro, segundo estou entendendo, houve marca, e vocês marcaram, vocês vão andando, normal, daí a maioria dos homens começa a diminuir a velocidade e num momento dado param. Abre sua cabeça, Não sofra. Você sofre pra fazer. Caminho, diminuo a velocidade e paro. Não vou parar mais.

 

a- Tema 1 Intérpretes andam no espaço 15:32 - 21:52

Tema vai para os agudos em 15:49

mudança em 16:45, transição para algo mais lento. Intérpretes no chão.

Tema 2. 17:01.

Tema 3.  17:51 uso de vibrato.

Em 18:33, grito para intérpretes saíram do chão. Variação do tema 1.

em 20:32 outro tema, para a fala e agitação do grupo.

em 21:21, volta o tema 1, para acabar a cena. cena acaba em 21:52.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


https://youtu.be/8v3EMEryqG4

 

 

Grupo 2.  0:53- 5:55

Tema 1 . cordal. 0:53 -2:04. Câmera lenta

Tema 2. 2:05 Acordes com mais dissonância, usando as cordas soltas.  Mais grave.

Tema 2 4:16, a partir de uma chamada nos graves, vai acelerar nos graves e depois nos agudos em acorde rítmico repetido

 

 

6:04 Eu achei um massacre total: sem desenho, um corpo em cima do outro, não dá pra perceber nada, quem é violento, quem é reprimido, só se vê uma mistura, uma massa. No começo foi melhor, bem melhor. Pois desenvolveu pra um em cima do outro. sem desenho, é brutal, não tem cuidado com a câmera lenta. Não há trabalho corporal, é só um trabalho intelectual. O corpo não responde. É só uma ação violenta, sem definição. Vamos aproveitar que esse grupo está ai, dividir em casais, dois a dois. Eu não disse homem mulher, casais. Dois em dois. Duplas. Usem todo o espaço. Não me parece inteligente ficar perto da janela ou da barra de ferro. E não entendo porque está meio vazio {o espaço}. Ok. Não vou definir. Um olha no olho do outro e decide: um é forte, e o outro é passivo. Um é violento e o outro não. Em câmera lenta.

Ok parou. Isso não é câmera lenta. Vocês não vão atrás de uma emoção interna, vocês vão imediatamente a um desenho. O desenho é provocado por minha emoção interna  e não por um desenho que faço de fora. Isso me leva a um lugar comum. Trabalhem internamente , não de fora para dentro.

 

Exercício com o grupo 2. 8:35- 13:14

 

 

Mesmo exercício com o grupo 1.  15:22- 20:52.

 

 

Início mais lento. Passa para uma abordagem mais rítmica.

 

{ Hugo vai falando}

Não pode ter falta de equilíbrio.

Cuidado com o tempo

Não permita que a emoção troque a minha qualidade.

Lento. Segura o equilíbrio.

Trabalhar com todo o corpo. As pernas estão imóveis.

Lento!

Congela

 

Hugo comenta sobre focar a ação, lentamente, em uma ação quanto a uma parte do corpo da outra pessoa.

 

Quando você está fazendo o que o corpo te permite fazer, sempre dá certo.

Levanta todo mundo. Uma dança alegre pra todo mundo dançar.

24:13. Riff .

Separe as pernas.

O chão está quente

Todo mundo pulando

Pulando e dançando

Braços

Use o espaço

Congela

Respira

Não se movimente. Só respire.

Os problemas são os joelhos de muitas pessoas que não estão dobrados, isso machuca. Tensos não. Dobrem os joelhos.

Ok obrigado.

 

 

 

 

 

 

 

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