Transcrição e Análise de Movimento - Ensaio 22-06-2027
Transcrição e Análise de Movimento – Ensaio dia 22/06/2017
Vídeo 1: https://youtu.be/XGHDCCnUT8w
Ensaio da cena da Democracia (00:00:00 - 01:17:00)):
Começam em roda falando sentados individualmente cada um o seu texto. Aos poucos vão levantando e terminam em pé em circulo. Depois todos fazem os seus textos sambando e cantando enquanto agitam e brincam com as camisas. Aos poucos vão formando um coro ao centro da roda e os textos giram em torno desse coro, mas ainda dentro da grande roda até que, aos poucos a grande roda desaparece e dá lugar à um grande “bolo”.
[minuto 00:35:00] Eles ensaiam uma levantada de um dos atores pelo coro de modo que ele fique suspenso em cima do mesmo. Quando ele pula e é suspenso, todos caem no chão. Depois levantam em 5 fotos, caem novamente e começam a coreografia da Democracia. Ao final da democracia eles começam a discutir.
O ensaio termina com um grande improviso dos dois musicistas. O baixista até brinca de jogar o instrumento no guitarrista.
Observações do Hugo:
Faz cantando [para um ator].
É impressionante que depois de tanto trabalho comigo ficam assim [pernas juntas e coluna caída] de uma forma horrorosa, as pernas duras. Tentem trocam, trocam de fontes e forma. Utilizem o que aprenderam, por favor.
Notas do Pesquisador:
Há uma dialética na direção de movimento do Hugo: por um lado há uma vontade de marcar e reger cada movimento do intérprete, por outro lado ele pede para que cada um tenho um domínio da liberdade da sua cena, podendo fazer o que quiser quando achar que a cena pede. O jogo dessa dialética acontece todo ensaio, por hora puxando para mais liberdade e por outro tendendo para maior liberdade. O resultado desse jogo é a cena: uma sequência altamente marcada de movimentos que, no entanto, possuí um alto grau de possibilidades de improvisações livres.
(Sobre 1) Essa cena, que no ensaio passado era falada, agora é cantada. Mesmo à dois ensaios da apresentação, não há hesitação em se mudar o teor da cena ou até mesmo de todas as cenas, pois a experimentação é crucial para seu processo. Não se trata de apenas criar uma obra, mas sim desenvolver artistas capazes de mudar tudo a todo momento.
Em todo o ensaio da parte sambada e cantada há uma ênfase em criar marcas pontuais que são sincrônicas com a música sendo produzida ao vivo. Contudo, os movimentos específicos de cada um provém das suas próprias improvisações momentâneas. Esses momentos contrastam com outros altamente marcados como a parte da coreografia da democracia.
(Sobre 2) É uma dificuldade pedagógica: entre ensinar uma técnica e ela ser totalmente incorporada pelos alunos há um longo caminho.
(Sobre a transformação do coro) Em termos das dinâmicas de posicionamento do coro, percebo que o Hugo tem duas estratégias coreográficas principais:
Transição gradual: O equivalente da Câmera Lenta para o coro, isto é, o coro passa gradualmente de uma posição para outra. No caso deste exercício de uma grande roda sentada, para roda em pé, para o bolo central.
Transformação brusca: O equivalente das “fotos”, isto é, o coro muda imediatamente de posição todos ao mesmo tempo. No caso deste exercício temos a caída do coro depois da fala “você já viu revolução sem gente morrer?” [minuto 00:36:00]
Fim da Aula/Ensaio
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